Rito Brasileiro
O Rito Brasileiro foi reconhecido pelo GOB em 1914 e reestruturado em 1968, sob a liderança de Álvaro Palmeira. Sua trajetória une tradição maçônica, civismo e aperfeiçoamento moral, promovendo a fraternidade e o serviço à Ordem, à Pátria e à Humanidade.

História da criação do Rito Brasileiro
Com base no texto do Ir∴ Hercule Spoladore.
A história do Rito Brasileiro é marcada por tentativas de organização, interrupções e retomadas. O autor menciona uma iniciativa de José Firmo Xavier, em Pernambuco, no século XIX, que pretendia estabelecer um rito sob a proteção de D. Pedro II e do Papa. Essa proposta não prosperou e, na avaliação de Spoladore, aproximava-se mais de uma sociedade secreta inspirada na Maçonaria do que de um movimento maçônico propriamente dito.
O reconhecimento oficial pelo Grande Oriente do Brasil ocorreu em 23 de dezembro de 1914, por meio do Decreto nº 500, durante a gestão de Lauro Sodré, sendo reafirmado em 1916 e 1917. Apesar disso, o Rito enfrentou dificuldades para se organizar efetivamente. O autor ressalva que não encontrou confirmação documental da alegada aprovação de uma Constituição por Nilo Peçanha em 1919. Em 1921, foram adotados rituais para os três graus simbólicos, elaborados com base no Trabalho de Emulação.
Uma nova fase começou em 1940, com a autorização para organizar o Rito, destacando-se a atuação de Álvaro Palmeira e Octaviano Bastos. Em 1941, foram constituídos um Conclave e uma Constituição, e o Rito compreendia três graus simbólicos e quatro títulos de honra. Conflitos internos no GOB, em 1944, prejudicaram novamente seu desenvolvimento.
A reorganização decisiva ocorreu em 13 de março de 1968, quando Álvaro Palmeira, então Grão-Mestre do GOB, retomou o projeto. Uma comissão recebeu a missão de revisar e reestruturar o Rito, reformular seus rituais e separar os graus simbólicos dos filosóficos. Nesse mesmo ano, foi firmado um Tratado de Amizade e Aliança entre o GOB e o Supremo Conclave do Rito Brasileiro.
Após a cisão maçônica de 1973, foi criado, em 10 de fevereiro de 1974, em Cataguases/MG, um Supremo Conclave Autônomo, tendo Lysis Brandão da Rocha como primeiro Grande Primaz. Seu propósito inicial era atender os graus filosóficos das Lojas mineiras que haviam ficado sem essa assistência. O texto passa, assim, a descrever dois Supremos Conclaves: um ligado ao GOB e outro à COMAB.
Spoladore apresenta o Rito Brasileiro como teísta, patriótico e comprometido com o civismo, sem caráter xenófobo, respeitando os demais ritos. Na estrutura de 33 graus descrita no texto, sua formação abrange o aperfeiçoamento moral, artístico, científico, filosófico e cívico, culminando na síntese humanística e no serviço à Ordem, à Pátria e à Humanidade.